Portugal x Espanha: o melhor jogo da Copa de 2018?
Duelo ocorrerá na cidade de Sochi, onde o Brasil está hospedado
No tempo das Grandes Navegações, Portugal e
Espanha disputaram a hegemonia global e até dividiram o Mundo ao meio com o
Tratado de Tordesilhas. Se antigamente a rivalidade era baseada em novas colônias e rotas de comércio, hoje ela se
resume principalmente ao esporte, já que ambos os países são grandes parceiros
economicamente. Dentro dos gramados, o Clássico da Península Ibérica é um dos
maiores da Europa e promete fazer o melhor jogo da primeira fase da Copa.
Portugal vem embalada do inédito título da
Euro 2016, quando bravamente foram se classificando aos poucos, muitas vezes na prorrogação,
e, por fim, derrotaram os anfitriões franceses por 1 a 0 após empate no tempo
normal. Se o ditado "time que está ganhando, não se mexe" é muito popular
aqui no Brasil, do outro lado do Atlântico não se pode dizer o mesmo: o
treinador Fernando Santos cortou da lista final jogadores como Éder (autor do
gol do título de 2016), o experiente Nani e a jovem promessa Renato Sanches –
todos presentes na Eurocopa.
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| Portugal conseguirá repetir o bom desempenho da Eurocopa? (Imortais do Futebol) |
Também ficaram de fora da convocação André
Gomes e Semedo, atletas do Barcelona. No entanto, a falta mais sentida foi a de
Ruben Neves, destaque de apenas 21 anos do Wolverhampton na Championship
(segunda divisão inglesa). O grande nome português é obviamente, Cristiano Ronaldo,
que fez grande temporada pelo Real Madrid. Os comandados de Santos devem jogar
num 4-4-2 com Rui Patrício; Cedric, Pepe, José Fonte, Raphael Guerreiro;
William, João Moutinho, João Mario, Bernardo Silva; Cristiano Ronaldo e André
Silva.
No último amistoso, diante da Argélia, Bruno
Fernandes e Gonçalo Guedes marcaram os três gols que garantiram a vitória
contra os africanos. Apesar de reservas, são boas opções e devem entrar durante
a partida. Guedes participou diretamente de 15 gols em 17/18 com o Valência e
Fernandes e ainda destacou-se em meio ao caos que o Sporting viveu na última
temporada, com jogadores sendo agredidos por torcedores.
Já La
Furia é uma verdadeira incógnita para esse início de competição. Antes
considerada favorita, a demissão de Lopetegui pegou a todos de surpresa e, sob o
comando de Fernando Hierro, ninguém sabe de fato como os espanhóis vão se comportar no
Mundial. Com o antigo técnico, a tendência era de um 4-3-3 fluido e passador
quando possui a bola e que, sem ela, pressionava o adversário até recuperá-la.
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| Fernando Hierro com a camisa da seleção espanhola (Goal) |
São seis remanescentes do elenco campeão do
mundo na África do Sul. Piqué e Sérgio Ramos jogam pelos rivais Barcelona e
Real Madrid, mas com a camisa da seleção apresentam um entrosamento de longa
data. Busquets e Iniesta são uma dupla ainda mais entrosada – jogam juntos
desde 2008, quando Busi foi promovido ao elenco profissional dos Culés. Completam a lista de
remanescentes o goleiro Pepe Reina, sempre reserva, porém importante para o
grupo e David Silva, meio campista que deve jogar mais avançado com Hierro.
Se os espanhóis têm jogadores experientes à sua disposição, sua grande força está na mescla entre jogadores de gerações
diferentes. Thiago Alcântara, Isco e Koke já nem são mais tão jovens assim, todavia
representam uma renovação importante e necessária para um país que foi
eliminado precocemente na Copa de 2014. Além disso, com a lesão de Neuer, De
Gea é um dos principais goleiros na Rússia e vive grande fase no Manchester
United. Entre os mais novos, Asensio e Saúl brigam pela titularidade, apesar da
falta de experiência de ambos.
Na história das Copas do Mundo, Portugal e
Espanha só se enfrentaram uma vez. Foi pelas oitavas de final de 2010, quando a
Furia se saiu melhor com o placar de
1 a 0, gol de David Villa, após excelente passe de calcanhar de Xavi. Vicente
Del Bosque e seus jogadores impuseram seu jogo baseado na posse de bola e troca
de passes e dominaram a partida. Já Portugal, mais preocupada em defender, teve
suas maiores chances nas falhas defensivas de Puyol e Casillas, que não foram
convertidas. Cristiano Ronaldo, muito
bem marcado, pouco fez e teve sua melhor oportunidade em cobrança de falta.
Na segunda vez em que essas seleções se encontram, o que podemos esperar desse confronto? Seria esse o melhor jogo da Copa do Mundo 2018?
Por: Matheus Moura
Na segunda vez em que essas seleções se encontram, o que podemos esperar desse confronto? Seria esse o melhor jogo da Copa do Mundo 2018?
Por: Matheus Moura



